Eu entendo perfeitamente o que se passa dentro de ti, meu bem. Meus dias - que são monótonos - se tornam pequenos fragmentos de saudade a cada vez que me lembro dos dias em que engolíamos o chão enquanto tentávamos encontrar sentido naquele esterco a que chamávamos de amor. Eu me doei por completo: te dei meu corpo, meu coração e até mesmo o meu espírito. Te emprestei todas as minhas metáforas e me perdi na infinita lista de desprazeres a que fui acometido desde o dia em que você me deixou jogado na lama, feito bicho. Mas eu entendo. Eu acompanho cada movimento de seu corpo jovem, tento me encontrar nas suas glândulas e poros e caminho com os pés em carne viva sobre o fogo de teu seio. Chorar já se tornou minha sina e minhas células já se esqueceram de respirar, porque o teu sangue no meu era o que me tornava homem, o que me tornava um alguém que tinha sentido. Te amar sempre foi um pecado, mas eu nunca me importei, porque o amor me faz perder todos os neurônios que me restam. Te peço socorro, mas você nunca me ouve. Nunca me ouviu. Mas eu corro ao teu encontro feito um capacho e morro a cada vez que chego em teu encalço. Você é o meu tempo perdido, minha sina, minha eterna desgraça, mas eu te amo com todos os universos que estão explodindo em meu peito.
Anarquismos (via oxigenio-dapalavra)
é o amor que ninguém mais vê.
Los Hermanos (via oxigenio-dapalavra)
Sabe aquela dor que é impossível conter? Sabe aquela vontade de pular de um prédio e nunca mais ter que olhar na cara das pessoas? É ela que eu sinto todos os dias. E esta sendo assim há um tempo e tenho a impressão de que não vai passar. As horas passam, sinto meu estomago revirando. Não consigo pensar em nada bom. Nada se salva.
"Bury me, I’m dead inside!". Rafaela Lacerda.   (via sem-romeu)
Eu sou um amontoado de lágrimas tentando não cair…
Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
Salmos 46:1-2. (via relicariodedeus)